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Manifesto feminista

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Código: 7.4 Condição Feminina

N.º/Ref.: 22

Suporte: Folheto

Ano: 2009

Autor: UMAR

Editora: UMAR

Local: Lisboa

 

Notas

Em 2009, realizou-se o Congresso Feminista e decorreram eleições parlamentares. A UMAR - União de Mulheres Alternativa e Resposta – elaborou um manifesto com que p+retendeu confrontar os partidos políticos que concorrem às eleições com um conjunto de questões que, no seu entender, integravam a agenda política feminista da altura e futura. Terminada a luta pela despenalização do aborto que absorveu, durante três décadas, grande parte das energias dos feminismos em Portugal, novos espaços de reflexão e de intervenção se abrem onde coexistem novas e "velhas" causas: tráfico de mulheres; violência de género e conjugal; condições sociais para a paridade; discriminações na área do trabalho; desigualdades salariais entre mulheres e homens; maternidade/paternidade; usos e gestão do tempo; direitos ambientais; sexismo na linguagem e nas atitudes; educação; saúde; direitos LGBT; mutilação genital feminina; direitos das mulheres imigrantes; participação política, social e económica; situação das mulheres que prestam serviços sexuais; as questões do cuidado com idosos/as e crianças; a valorização dos estudos feministas e de género. O Congresso Feminista de 2008 serviu para quebrar as espirais de silêncios que têm envolvido as lutas feministas e conduzido à perpetuação das invisibilidades seculares das mulheres e do pensamento crítico feminista. Neste Congresso, juntou-se a reflexão académica ao activismo feminista e à acção cultural na ideia de que estas três vertentes se conjugam no reforço de um movimento que se pretende plural, com agenda própria e em articulação com as agendas de outros movimentos sociais. Desconstruiu-se a imagem de um feminismo guetizado ou ausente da agenda política e a ideia de que os homens estavam arredados deste compromisso de luta pela igualdade de direitos entre mulheres e homens. Uma nova página foi aberta nos feminismos em Portugal. Num momento tão importante como o das eleições legislativas, a UMAR decidiu realizar audições públicas em várias regiões do país junto de diversos sectores de mulheres, de associações, de movimentos sociais, de jovens, para procurar ouvir as vozes de quem tem algo a dizer, a reivindicar, a integrar numa agenda feminista que se pretende ampla e em permanente re/elaboração.

ManifestoFeminista

 

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